O incêndio que na sexta-feira passada deflagrou em Monchique e que, entretanto, alastrou aos concelhos de Portimão, Silves e Odemira foi esta manhã dado como dominado.

O anúncio foi feito pela responsável operacional Patrícia Gaspar que, no entanto, frisou que o trabalho está ainda longe de terminado, uma vez que, apesar de dominado, o incêndio não se encontra extinto e há risco de se verificarem reacendimentos.

As condições meteorológicas esperadas ao longo do dia e da próxima noite, em termos de temperatura e de índice de humanidade, não são tão favoráveis como têm sido nas últimas horas. Mantém-se “risco de incêndio”, pelo que “todo o cuidado é pouco e vamos manter o dispositivo no terreno para poder responder a qualquer situação”, referiu esta responsável.

O número total de feridos subiu para 41, dos quais apenas um em estado grave.

Ao longo dos últimos dias as pessoas que tiveram de fugir ao incêndio e procurar refúgio seguro têm vindo a regressar a suas casas, sendo que, nesta altura, apenas existem 49 deslocados.

No concelho mais afetado pelas chamas, o de Monchique, já se fez um primeiro balanço provisório dos estragos, tendo já sido contabilizados prejuízos de 10 milhões de euros de prejuízo, segundo revela o presidente da Câmara local, Rui André. O número de casas total ou parciamente afetadas pelas chamas terá sido de cerca de meia centena, sendo que 10 ou 12 serão de habitação permanente.

Entretanto, a autarquia lançou uma campanha de recolha de produtos para apoio às vítimas do incêndio. Os bens que mais falta fazem são: utensílios domésticos, alfaias/maquinaria agrícola, tubagem e material de rega, comida e medicamentos para animais. O local de entrega é na Escola E.B 2,3 Manuel de Nascimento, situada em frente ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Monchique. Informações adicionais podem ser obtidas através dos contactos telefónicos 927 244 342 e 925 527 586.

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