A Câmara de Lagos espera arrecadar, no próximo ano, quase 13,6 milhões de euros resultantes de IMI, IRS e Derrama. Tendo em conta que o orçamento total é de 58,6 milhões de euros, esta verba representa uma fatia de 23,2% do total.

O Imposto sobre Imóveis (IMI)  deverá contribuir com a parte de ‘leão’, prevendo a autarquia liderada por Joaquina Matos fazer entrar nos seus cofres, por esta via, praticamente 12 milhões de euros. Aos prédios rústicos é aplicada uma taxa de 0,8% e aos prédios urbanos 0,35%.

Na última reunião do seu executivo, a Câmara também decidiu manter a aplicação aos prédios devolutos há mais de um ano e aos prédios em ruínas situados na Área de Reabilitação Urbana (ARU) da cidade de Lagos de uma majoração para o triplo da taxa de IMI, enquanto que os imóveis intervencionados terão uma minoração de 30% da taxa válido por um período de 5 anos.

Os prédios urbanos arrendados para habitação irão ter uma taxa reduzida em 20% e os agregados familiares, em função do número de dependentes que os compõe, beneficiarão de uma dedução fixa de 20€, de 40€ e de 70€, se tiverem, respetivamente, um, dois e três ou mais dependentes a cargo.

Relativamente à participação variável no IRS a que tem direito, a autarquia decidiu mantê-la nos 4,5%, o que deverá implicar a cobrança de cerca de um milhão de euros.

A estes valores juntam-se 565 mil euros a faturar a partir de uma derrama a que ficam sujeitas as empresas com volume de negócios superior a 150 mil euros, sobre as quais incide a taxa de 1% sobre o seu lucro tributável.

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