Faro é o distrito do país com melhor situação económica (3,34, numa média nacional de 3,20), de acordo com os empresários. Essa é a principal conclusão da terceira edição do Estudo Nacional de Competitividade Regional elaborado pela plataforma online Zaask, em colaboração com a Universidade Católica Portuguesa. Seguem-se os distritos de Leiria (3,33) e Lisboa (3,3).

Este estudo é baseado num inquérito ao qual responderam 2.562 empresários, das quais 2.062 (80%) desenvolvem a sua atividade em Portugal e as restantes 500 (20%) em Espanha. Tal como nos anos anteriores, o objetivo do estudo é aferir o sentimento das empresas relativamente aos distritos/regiões onde estão inseridas e respetivos governos locais.

Faro destaca-se ainda por ser um dos distritos onde os empresários entendem existir maior facilidade para lançar novos negócios (2,94), superando Lisboa e Porto (ambos com 2,85), e posicionando-se acima da média nacional de 2,83.

Ainda neste âmbito, os empresários do distrito de Faro também são dos que apresentam valores acima da média nacional (3,51, para uma média nacional de 3,49) no que remete para o aconselhamento em matéria de lançamento de negócios no distrito.

No que diz respeito à situação atual das empresas, mais de metade dos empresários nacionais (61%) encaram a sua situação como razoável, um ligeiro aumento em relação ao anterior estudo (59%). 

As empresas dos distritos de Beja, Bragança e Coimbra são aquelas que avaliaram a sua situação financeira de forma mais negativa.

No que concerne às receitas, 45% dos empresários portugueses refere que estas aumentaram muito ou um pouco nos últimos 12 meses de 2017 face aos 36% verificados em 2016. Uma vez mais, a avaliação dos inquiridos é ligeiramente mais positiva em Portugal do que em Espanha.

Neste sentido, é patente na generalidade da amostra um otimismo em relação ao futuro. Apenas 8% dos empreendedores portugueses perspetivam uma evolução negativa da sua empresa. No polo oposto, são quase dois terços (61%) os que estimam melhorias no desempenho das organizações.

Castelo Branco, Setúbal, Guarda e Lisboa são os distritos mais otimistas face às perspetivas futuras, enquanto Beja olha para as mesmas com um maior pessimismo.

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