A Docapesca decidiu avançar para a recuperação da muralha da marginal de Vila Real de Santo António a qual, refere aquela entidade em comunicado, “tem vindo a apresentar uma acelerada degradação, colocando em causa a segurança de pessoas e bens”.

Trata-se de uma intervenção que deveria ser levada a cabo pela empresa Mount Pleasant Investments Ltd, integrada no pacote de contrapartidas pela concessão da construção e exploração de uma unidade hoteleira de luxo. Acontece que, segundo revela agora a Docapesca, os representantes da empresa acabaram por desistir do projeto, não tendo assinado o contrato de concessão.

Em face disso, a Docapesca “decidiu iniciar de imediato o processo de reabilitação da muralha, por se tratar de uma intervenção urgente para evitar riscos para pessoas e bens, não podendo aguardar outra eventual proposta de reabilitação do espaço envolvente devido ao estado de degradação”.

O contrato que não chegou a ser assinado previa que, como contrapartidas pela concessão, a Mount Pleasant Investments Ltd. se comprometia a proceder à reabilitação da obra marginal e pavimentos, até € 960.000 e às obras de requalificação e reconversão do antigo apeadeiro da REFER e da área terra do terminal transfronteiriço de ferryboats.

Para além disso teria de pagar, inicialmente, uma verba de € 5.600.000 e € 60.000 anuais, acrescidos do valor equivalente a 2% do valor das rendas faturadas e/ou 0,2% do volume de negócios do promotor, no caso de gestão direta do hotel.

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