O primeiro-Ministro fixa como prioridade na acção do Governo no próximo ano a criação de “não apenas mais, mas melhor emprego”, ou seja, “emprego digno, salário justo e oportunidades de realização profissional”.

Na sua mensagem de Natal, difundida esta Segunda-feira, António Costa referiu que Portugal se libertou da austeridade e conquistou a credibilidade, pelo que agora há condições para “vencer os bloqueios ao nosso desenvolvimento”, estando o emprego “no centro da nossa capacidade de conquistar o futuro”.

O chefe do Governo sublinhou o que considera terem sido as importantes conquistas na frente económico-financeira. Destacou o facto de irmos ter “o maior crescimento económico desde o início do século”, recordando que “as empresas já criaram 242 mil novos postos de trabalho, a pobreza e a desigualdade diminuíram” e que o País registou o défice mais baixo da democracia.

 Os resultados alcançados “mereceram o reconhecimento internacional, permitindo-nos diminuir o peso da nossa dívida, reduzir os seus custos, libertando recursos para podermos investir responsavelmente na melhoria do nosso sistema de ensino, do serviço nacional de saúde e na modernização do País”, acrescentou António Costa.

Na sua intervenção, lembrou, também que este é um ano “dramaticamente marcado pela perda de vidas humanas em incêndios que enlutaram famílias e devastaram uma grande parte do nosso território”.

Ao mesmo tempo que está a ser desenvolvido o trabalho de “reconstruir o que foi destruído” garantiu que estão a ser tomadas medidas para “prevenir e evitar, naquilo que é humanamente possível, tragédias como a que vivemos”, ao nível da melhoria da “prevenção, alerta, socorro e capacidade de combater as chamas» e, sobretudo, “no que é mais decisivo e estrutural: a revitalização do interior e o reordenamento da floresta”.

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