João Fernandes, presidente do Turismo do Algarve. FOTO: VASCO CÉLIO/STILLS

O Algarve é o maior destino turístico do país e acolhe pessoas de várias partes do mundo, e por esta razão a região não pode ficar desatenta a esta pandemia. No entanto, João Fernandes, presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA) garante que os países das áreas mais afetadas não se encontram, entre os principais mercados emissores.

Até à data da publicação deste artigo, foram apenas confirmados dois casos de infeção por COVID-19 na região do Algarve. Trata-se de uma adolescente de 16 anos, aluna da Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes e da sua mãe, professora na Escola Básica 2,3 Professor José Buísel.

A RTA assegura que “desde o início desta epidemia, temos estado em permanente contacto com a Administração Regional de Saúde do Algarve (ARS Algarve), no sentido de recolher informação sobre a evolução da epidemia, e de podermos esclarecer o setor sobre as respostas de saúde disponíveis e estabelecer procedimentos para a prevenção e controle de infeção nas empresas”.

Para além, do contacto com a ARS Algarve, têm sido realizadas frequentes articulações com o Turismo de Portugal, com a Secretária de Estado do Turismo e com o Aeroporto Internacional de Faro, de forma a garantir o cumprimento das orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS), com quem segundo João Fernandes já fizeram uma videoconferência.

É vital frisar que as empresas têm um papel fundamental no desempenho da proteção da saúde e segurança dos trabalhadores e visitantes, pelo que a RTA privilegia a estreita cooperação com associações empresariais do setor na região, nomeadamente, quanto existe a necessidade de implementar Planos de Contingência.

“É importante referir também que a DGS, entidade que está a liderar a monitorização, coordenação e acompanhamento deste assunto ao nível nacional, informou que, até à data, e seguindo orientações da Organização Mundial da Saúde, não existem restrições de viagens, comércio ou produtos. Esta é uma mensagem importante que vem transmitir à população a tranquilidade necessária neste momento”, destaca João Fernandes.

A Região de Turismo do Algarve confirma que estão a ser tomadas as medidas de prevenção imprescindíveis requeridas pela situação. “O INEM tem ao dispor uma ambulância específica, com material adequado e em condições para o transporte de pessoas com sintomas do coronavírus e a Cruz Vermelha tem um veículo para este efeito alocado ao serviço do Aeroporto de Faro, caso necessário”, garante o Presidente da RTA.

Conforme apurado pelo jornal O Algarve Económico, a ARS Algarve certifica que o Hospital de Faro está preparado e assim que necessário pode tornar-se numa unidade de referência para validação do COVID-19.

João Fernandes sublinha que é crucial que se sigam as recomendações emitidas pela DGS relativamente à realização de grandes eventos em recintos fechados, devido a questão de prevenção e contenção. “Estas recomendações passam por diversos pontos como, por exemplo: indicar que seja ampla e ativa a divulgação, ao público e aos trabalhadores do evento para não comparecerem se estiverem doentes ou se estiveram em contacto com um caso confirmado do novo Coronavírus ou se estiveram numa área com transmissão comunitária ativa, nos últimos 14 dias; apostar em medidas estruturais e básicas como a existência de equipamentos e instalações adequadas para a adoção de boas práticas de higiene, garantindo existência de água e sabão ou de uma solução à base de álcool, toalhetes de papel, lenços, etc.; por garantir a existência de um plano de contingência e encaminhamento de possíveis casos suspeitos de COVID-19 durante o evento em articulação com os serviços de saúde local e de saúde pública”, conclui.

Relativamente à influência da mediatização do vírus no fluxo turístico da região, a RTA menciona que o cancelamento de reservas não tem sido expressivo no Algarve, apenas é verificável um abrandamento nas reservas. Porém, os movimentos turísticos são sensíveis às perceções, pelo que a RTA considera indispensável transmitir “mensagens de tranquilidade, segurança e capacidade de respostas da região”.

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