O preço do barril de petróleo (Brent) caiu esta segunda-feira, dia 9 de março, para cerca de 30%, para valores acima dos 30 dólares, que representa a maior queda diária desde a primeira Guerra do Golfo, em 1991.

A Arábia Saudita, líder informal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), avançou para uma “guerrilha” de preços, após ter sido contrariada pela Rússia. Esta quebra de preços está a derrubar, também, alguns mercados acionistas.

A Arábia queria que a Rússia acompanhasse o cartel de petróleo, que reúne 14 países, no corte de produção em mais de 1,5 milhões de barris por dia até ao final do ano. Esta foi uma estratégia vista como necessária por Riade para fazer face à queda dos preços provocada pela pandemia do novo coronavírus, que está a afetar a procura de combustível para transportes, principalmente na China.

Como os russos não concordaram com esta estratégia, a Arábia Saudita decidiu retaliar, esmagando os preços e, desta forma, pressionar os exportadores de petróleo com menos quota de mercado. Riade tira, assim, partido da sua posição como maior exportador mundial de crude e de detentor das maiores reservas mundiais.

A queda do preço do petróleo poderá traduzir-se num alívio relevante para a economia de Portugal e para todos aqueles que atestem os depósitos, porém pode trazer uma recessão mundial.

Caso o panorama do preço do petróleo se mantenha, o preço do litro da gasolina e do gasóleo poderão baixar cerca de 10 cêntimos, já na próxima semana, avança o jornal online ECO.

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