Foi “na desportiva e sem grandes expectativas” que Sofia Costa Rocha iniciou o seu negócio. Em Julho de 2013 colocou umas fotos no Facebook de cestas de empreita, e começaram a chegar pedidos. A meio de Setembro já tinha vendido 200 e começou, então, a pensar que, se calhar, não era má ideia criar uma marca e lançar-se a sério na actividade.

Menos optimista parecia estar a sua mãe, que a incentivava a enviar currículos e procurar emprego porque entendia que “isto não vai durar muito”. Afinal, durou. Ao fim de 4 anos, a sua empresa, a «Companhia das Cestas», continua em alta, ultrapassou largamente as fronteiras do país e os produtos de empreita de Sofia Costa Rocha já chegaram a personalidades internacionais bem conhecidas como Oprah Winfrey, Michelle Obama ou Victoria Beckham.

A visibilidade obtida levou a que dos mais variados pontos do mundo tenham começado a chegar encomendas, o que faz com que as vendas para fora de Portugal já ultrapassem os 60% do total. Conforme explicou, na mais recente sessão da Beta Talk, o salto para o mercado internacional deu-se quando conheceu uma empresária inglesa, que ficou apaixonada pelas suas cestas. Fizeram uma parceria e a partir daí os seus produtos começaram a aparecer em revistas internacionais.

Antes desta ‘explosão’ internacional, as ferramentas através das quais quase exclusivamente se servia – e que continua a utilizar – para dar a conhecer as suas cestas eram as redes sociais, em especial, o Facebook e o Instagram.

Algumas bloggers portuguesas de renome viram as fotos, começaram a partilhá-las nos seus blogs, o que teve forte retorno, em termos de vendas.

Sofia Costa Rocha refere que o principal problema com que se depara é de encontrar pessoas que façam este tipo de trabalhos.

São essencialmente artesãos já de idade avançada que se dedicam a esta arte e não tem sido fácil envolver gente mais nova na actividade. Uma das pessoas com quem trabalha, de vez em quando, faz workshops para ensinar os seus segredos, mas o problema é que “no primeiro dia aparecem 20 pessoas e no segundo já só voltam 2 ou 3”.

Já prevendo que não iria ter capacidade para produzir em massa, desde o início que “defini um nicho de mercado de segmento médio-alto”. Vende as suas cestas por valores que oscilam entre os 55 e os 80 euros e não tem problemas em escoar o produto. Não tendo no Algarve grande capacidade de produção, começou por adquirir também cestas a artesãos do Norte e até importa algumas de Marrocos.

As cestas são pintadas à mão, personalizadas com o nome dos compradores e, como ao fim de algum tempo, a pintura fatalmente começa a desbotar, introduziu um serviço gratuito de trocas.

O sucesso fez com que, recentemente, tenha decidido avançar com uma loja, em Almancil, que abriu há poucas semanas.

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