Os próximos tempos vão ser de grande investimentos na vertente da habitação, por parte da Câmara de Olhão. A garantia foi dada pelo presidente da autarquia, António Miguel Pina, este Sábado, no discurso que proferiu no decorrer da sessão comemorativa do Dia da Cidade.

No que à construção de habitação a custos controlados diz respeito, referiu que já foi adquirido, por 670 mil euros, um terreno terreno para o efeito e que o projecto de arquitectura está concluído, aguardando neste momento o parecer do Tribunal de Contas. O projecto avançará no terreno até ao final deste ano.

Para além disso, há 800 fogos de habitação social que estão a ser alvo de uma requalificação generalizada, orçada em mais de 3,5 milhões de euros, “15% do orçamento municipal” e foi colocado a concurso o Apoio à Renda, um investimento municipal de cerca de 200 mil euros que se encontra em fase de análise.

Ainda  a este nível, destacou o facto do município que dirige ter aderido ao Mercado Social de Arrendamento, um programa destinado às classes sociais que, apresentando rendimentos superiores aos que permitem a atribuição de uma habitação social, não apresentam, contudo, capacidade financeira para arrendarem um imóvel em mercado livre.

Outro dos vectores por onde passa o futuro do concelho é o turismo. Neste domínio, António Miguel Pina sublinhou a recente criação do Gabinete de Turismo. O edil garante que “não queremos a massificação do território, nem o aumento de carga do destino. Mas a verdade é que não podemos, nem queremos, fugir a esta realidade: temos e queremos turistas, temos e queremos crescer sustentadamente nesta área. O turismo traz crescimento económico, empregabilidade e criação de novas actividades”.

Nesse sentido, anunciou que “até ao final do mês de Junho, será assinado um protocolo de cooperação com a Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo da Universidade do Algarve, para que esta apresente, no último trimestre de 2019, um Plano de Desenvolvimento Turístico para Olhão”.

Também a Polícia Municipal será uma realidade já no próximo ano. Mais do que fiscalizar a ocupação do espaço público, pretende-se que “os agentes tenham uma postura de informar, aconselhar e sensibilizar os cidadãos para o respeito e cumprimento da lei em geral, bem como dos regulamentos e posturas municipais”.

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