A Câmara de Lagoa teve, em 2016, um lucro de 868 mil euros. O documento de prestação de contas foi aprovado em sessão da Assembleia Municipal, esta Quarta-feira, 12 de Abril, com os votos favoráveis do PS, a abstenção dos eleitos do PSD e do Bloco de Esquerda e os votos contra dos dois elementos da CDU.

Ao longo do ano, a autarquia teve receitas no valor de 47,3 milhões de euros. A este nível, destaque para as verbas provenientes da venda de imóveis, o Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas (IMT), que atingiu 9,2 milhões de euros, ultrapassando o valor do ano anterior (8,3 milhões), que já tinha sido muito superior ao que era habitual, como, de resto aconteceu em praticamente todos os concelhos algarvios.

Os resultados agora apurados indicam que a retoma do imobiliário não foi um fogacho e parece ter vindo para ficar.

O bom momento financeiro que a autarquia atravessa permitiu reduzir a dívida em pouco mais de 200 mil euros, cifrando-se, nesta altura, em menos de 4,5 milhões de euros, incluindo-se aqui não só as que resultam de empréstimos bancários, como também as do Fundo de Apoio Municipal e os pagamentos por efectuar a fornecedores.

No decorrer da sessão da Assembleia Municipal, da parte da maioria socialista, a tónica foi colocada nos bons resultados alcançados, em especial, os resultados líquidos positivos, conseguidos pelo terceiro ano consecutivo, a que juntam a redução da dívida e o aumento do investimento.

A oposição, em especial, o PSD, preferiu atribuir os bons resultados ao aumento da receita e não, propriamente, ao mérito de gestão da equipa liderada por Francisco Martins. Mais do que os números apresentados, os eleitos não socialistas criticaram a prosa contida no documento, que consideram como um autêntico “manifesto eleitoral” do PS.

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