A Câmara de Aljezur aprovou, esta terça-feira, 11 de novembro, em reunião do seu executivo, um documento, através do qual propõe medidas mais eficazes de combate ao campismo selvagem.

Aquela autarquia mostra-se preocupada com as marcas “por demais prejudiciais” deixadas por aquela prática à imagem do território, mas também pelo “elevado impacto ambiental em zonas sensíveis” que provoca.

No documento acrescenta-se que o Plano de Ordenamento do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV) identifica como proibida a prática de campismo selvagem, seja ele em autocaravana, caravana, viaturas ou mesmo tendas. Esta determinação “é ainda acompanhada pelo regulamento municipal de campismo e autocaravanismo de Aljezur” e ambos os instrumentos “preveem a penalização de tal prática caso não esteja a mesma licenciada.”

Contudo, lamentam os autarcas locais, o problema é que o processo de contra ordenação é moroso e sem eficácia imediata, pelo que se revela infrutífero. 

Daí que, concluam, ser urgente “alterar o processo e conferir ao mesmo a eficácia de multa que deverá ser paga na hora, invertendo desta feita o efeito atual, tornando mais eficaz a atividade fiscalizadora das várias entidades capacitadas para o efeito, a saber: GNR, UCC, Vigilantes do PNSACV e Polícia Marítima.”

Também defendem a realização de “uma campanha de comunicação bem elaborada e eficaz, que deve passar a mensagem da valorização do território bem como dos seus condicionamentos nas utilizações diversas”, de forma a “minimizar o sentimento existente de total impunidade e total sentido de utilização lascivo e despreocupado.”

Por último, alertam para a  necessidade de reforço na fiscalização com ações concertadas pelas quatro entidades capacitadas para o efeito, “sendo fundamental para este objetivo a alteração para o pagamento de multas imediatas deixando o processo de auto de notícia.”

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