A dinâmica do mercado imobiliário em Portugal está a recuperar e constata-se uma melhoria significativa do ano passado para este ano. De acordo com a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) estima-se que, em 2017, haverá uma subida de 30% nas vendas de imóveis.

A estabilidade política e social que se vive no país, aliada à redução das taxas de juro de financiamento e aos cortes sucessivos nos spreads podem explicar o ‘apetite’ de um número crescente de investidores estrangeiros no imobiliário português.

Esta rápida alteração na tendência do sector imobiliário, faz com que o mercado não esteja a acompanhar este ritmo crescente de procura na aquisição de casa. Paul Cotterell, director de vendas da Casas do Barlavento, uma imobiliária instalada em Lagos, diz que “demorou algum tempo a dar-se esta mudança no mercado, mas quando surgiu veio de forma fulminante.” No caso concreto da sua empresa “apercebemo-nos que a procura está a surgir, mas não temos produto suficiente para satisfazer os pedidos.”

O mercado do Reino Unido continua a ser o maior comprador (45%) de imóveis da Casas do Barlavento, o que contraria as expectativas iniciais dos efeitos do Brexit, das recentes eleições, da instabilidade social e do valor da libra, surpreendendo com o aumento da procura. Algumas das razões possíveis “podem prender-se com o desejo dos compradores britânicos investirem na Zona Euro, nas facilidades apresentadas pela banca portuguesa; nos impostos sobre imóveis no Reino Unido serem bastante elevados e os bancos não oferecerem taxas de juro atractivas.”

Os Suecos (24%) e os Franceses (15%) também têm mostrado um interesse crescente no imobiliário algarvio comercializado por esta empresa, tirando partido dos benefícios fiscais de Residentes Não Habituais, que “assentam na isenção da dupla tributação jurídica internacional dos rendimentos de fonte externa a pensionistas e aposentados.”

 

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