A economia portuguesa deverá crescer 2,5%, este ano. Esta é a previsão hoje divulgada pelo Banco de Portugal, que, desta forma, revê em alta a projecção que tinha feito em Março e que era de 1,8%.

Em comunicado, o Banco de Portugal refere que a recuperação da actividade económica “deverá resultar de um maior dinamismo das exportações, num quadro de melhoria do enquadramento internacional, e da recuperação da procura interna, nomeadamente do investimento”.

Antecipa-se “uma forte aceleração das exportações de bens e serviços em 2017 e um crescimento robusto nos dois anos seguintes, com ganhos adicionais de quota de mercado.”

Este crescimento económico vai reflectir-se de forma favorável no mercado de trabalho. Depois de “ter aumentado 1,6% em 2016, o emprego deverá crescer 2,4% em 2017 e 1,3% em 2018 e em 2019. A taxa de desemprego também deverá cair ao longo do horizonte, atingindo 7% em 2019”.

A evolução da actividade económica e do emprego deverá, contudo, “continuar a traduzir-se numa recuperação muito modesta da produtividade do trabalho, o que poderá ser explicada em parte pelas sucessivas quebras no investimento registadas entre 2009 e 2013”.

As projecções apontam ainda para uma relativa estabilização da inflação ao longo do horizonte de projecção. Depois de um aumento de 0,6% em 2016, “os preços no consumidor deverão crescer 1,6% em 2017, 1,4% em 2018 e 1,5% em 2019”.

O Banco de Portugal deixa, no entanto, reparos e preocupações de longo prazo. Os principais problemas e ameaças para a economia portuguesa são “o forte endividamento dos agentes económicos, o baixo nível de capital produtivo por trabalhador, a evolução demográfica desfavorável e o elevado nível de desemprego de longa duração”.

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